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Que Nem O Meu Cachorro – BLACK ALIEN

May 28, 2020
2 min read

Só por hoje…


O cochilo da tarde é meu xodó do momento Nem quica, a vida é tombo em pista de cimento “Black Alien já vai tarde, já passou o seu momento” Significa que o cidadão não tem conhecimento Da força, da fé, da febre e da fibra Nessas portas meto o pé, enquanto a galera vibra Me preocupa é o celular que vibra ao lado do meu saco O resto todo que dá câncer eu já vou lançar no vácuo Ingrato, não é o que tu fala que diz quem tu és Come e cospe no prato, depois vem dizer “Jah bless” Se custar a minha paz, já custou caro demais Pela-sacos, aqui, jaz Black Alien, aqui, jazz

Hmm, criado no Ingá Chapado demais pra um dia me vingar Sim, sensei, eu sem paciência pra debate Zu-guzung-gu-zen, pique flow, marijuana e abacate Rio de Janeiro, Niterói, favela, morro ‘Tô que nem o meu cachorro, no domínio do latim

Brooklyn, Nova York, SoHo ‘Tô que nem cachorro, suando só no focinho Só não vem facim, senão qualquer um desenvolvia É tempo de templo, só rato cinza na via O que vem facim presta, não, se envolvia Do sol da meia-noite até o sol do meio-dia

Ê, cria do Ingá Chapado demais pra um dia me vingar Sim, sensei, eu sem paciência pra debate Zu-guzung-gu-zen, pique flow, marijuana e abacate Rio de Janeiro, Niterói, favela, morro ‘Tô que nem o meu cachorro, no domínio do latim Yeah–yeah, yeah–yeah, yeah Yeah–yeah, yeah–yeah, yeah

Nem tão longe pra tu chegar aqui de mala Nem de longe é tão perto que pode vir de chinelo Nem de longe eu virei monge, apenas parei de dar pala Vagabundo fala um monte, são pregos pro meu martelo Bem-vindo ao meu lar, cuidado pra não tropeçar A mesa ainda ‘tá aqui, porém mudei certezas de lugar Num mundo que produz prodígios bizarros Que produzem seus discos, dirigem os seus carros Minha diversão de homem, alegria de menino Que produz o que consome, todos temos nossos hinos Pronuncia o meu nome, sinônimo genuíno Bota a cara e testa a fome, meus felinos têm caninos Sem disposição, não fico sem disposição Fica no meio do caminho entre eu e eu rico Ambos são ambição, e ninguém sabe quem são E nós somos a canção que vem da zona de conflito Pois a zona de conflito é minha zona de conforto E a estrada pro inferno se desce de ponto-morto Então, parou com a zona!

Cria do Ingá Chapado demais pra um dia me vingar Sim, sensei, eu sem paciência pra debate Zu-guzung-gu-zen, pique flow, marijuana e abacate Rio de Janeiro, Niterói, favela, morro ‘Tô que nem o meu cachorro, no domínio do latim Yeah–yeah, yeah–yeah, yeah Yeah–yeah, yeah–yeah, yeah

Não tem como funcionar Vai sempre dar ruim pra você Bocas mexem blá-blá-blá E eu só faço o que tenho que fazer Não ‘tô nem aí, nem lá ‘Tô bem aqui, além do que se vê Se vem baseado no passado, só há um resultado ‘Cê vai se foder Porque eu sou o agora Eu sou o agora

 
 
 

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