MESTRA TÊCA DE OYÁ – Catimbó | Fvll albvm (2025)
Mestra Têca is a natural artist. Her greatest stage is the “terreiros” of Jurema and Candomblé . There, at the center of the hall, she radiates an immense energy—the science of Axé—that floods everyone with its crystalline radiance. Her radiance takes the form of a spiritual key that opens and illuminates paths through which entities, deities, and Orixás reach our earthly realm.
Her body is one of the master keys of Malunguinho, her spiritual guide. Her entire physical, vocal, and spiritual expressions innately reveal her priesthood and the mission entrusted to her by spiritual kings and supreme forces.
Well-known in the terreiros of the metropolitan are between Recife and Olinda, in northeastern Brazil, Dona Têca has specialized for over 60 years in the art of singing and dancing to invoke the spirits. Her greatest asset is her immense living collection of traditional “terreiros”, “toadas”, prayers, and knowledge, experienced with passionate dedication and faith.
Though she’s often marginalized by members of her own religion, Mestra Têca continues to share her light, pure with faith and not expecting anything in return. At the age of 80, she remains steadfast, generous, and determined, with the same radiance and desire to serve spirituality as she has always had.
Têca de Oyá is a living heritage who must be respected with love and dignity. Her voice echoes beyond the “giras”: it shall be immortalized in this album released to reinforce the history of Jurema and to honor one of its greatest masters.
Catimbó (2925), her debut album, is a small portion of this spiritual knowledge, a record made to immortalize her voice, singing style, spiritual presence, and historical contribution to Afro-Brazilian spiritual traditions.
Born from the love and collective faith of Casa das Matas do Reis Malunguinho, this project was conceived by Alexandre L’Omi L’Odo and independently produced—without the government funding or any type of sponsorship—in partnership with O Criatório – Residência Criativa (Gravatá/PE). The entire staff involved in the project is made up of members of the “terreiro”, religious artists committed to preserving the memory and tradition of Jurema Sagrada.
Catimbó is due to be released on June 11, 2025—Têca’s birthday—at an event held at Casa das Matas do Reis Malunguinhos. On that occasion, Têca will sing the “toadas” that comprise the album, accompanied by the house’s ogans.
Mestra Têca sempre foi uma artista. Seu maior palco são os terreiros da Jurema e do Candomblé. Lá, no centro do salão, ela irradia uma imensa energia — ciência, axé — que inunda a todos com sua radiância cristalina. Essa radiância assume a forma de uma chave espiritual, abrindo e iluminando os caminhos pelos quais entidades, divindades e orixás chegam à Terra.
Seu corpo é uma das chaves-mestras de Malunguinho, seu guia. Toda a sua expressão física, vocal e espiritual revela inatamente seu sacerdócio e a missão que lhe foi confiada por Reis e forças supremas.
Conhecida nos terreiros da Região Metropolitana — especialmente entre Recife e Olinda —, Dona Têca se especializou, há mais de 60 anos, na arte de cantar e dançar para invocar espíritos. Seu maior patrimônio é seu imenso acervo vivo de terreiros tradicionais, toadas, rezas e saberes, vividos com dedicação e fé.
Mesmo sendo frequentemente marginalizada por membros de sua própria religião, Mestra Têca continua compartilhando sua luz, com fé e sem esperar nada em troca. Aos 80 anos, ela permanece firme, generosa e determinada, com o mesmo brilho e desejo de servir à espiritualidade.
Catimbó, seu primeiro álbum, é uma pequena parte desse conhecimento, um disco feito para imortalizar sua voz, seu estilo de cantar, sua presença espiritual e sua contribuição histórica às religiões afro-brasileiras.
Nascido do amor e da fé coletiva da Casa das Matas do Reis Malunguinho – @cmdoreismalunguinho –, este projeto foi idealizado por Alexandre L’Omi L’Odo e realizado de forma independente – sem o apoio de editais ou qualquer outro tipo de patrocínio – em parceria com O Criatório – Residência Criativa (Gravatá/PE). Toda a equipe envolvida no projeto é formada por filhos e filhas do terreiro, artistas comprometidos com a salvaguarda da memória e da tradição da Jurema Sagrada.
Têca de Oyá é um patrimônio vivo e deve ser respeitado com amor e dignidade. Agora, sua voz ecoará além das giras: será imortalizada em um álbum criado para fortalecer a história da Jurema e homenagear uma de suas maiores mestras.
Catimbó foi lançado em 11 de junho de 2025 — aniversário de Têca — em evento realizado na Casa das Matas do Reis Malunguinhos. Na ocasião, Têca cantará as toadas que compõem o álbum, acompanhada pelos ogãs da casa.
Idealizador: Alexandre L’Omi L’Odò Voz: Mestra Têca de Oyá Vocais de apoio: Welica Silva, Nety Moura, Malu Falcão e Alexandre L’Omi L’Odò. Ilú Melé e Ilú Melé Nkó: Henrique Falcão Ilú Yan: Felipe Roberto (“Hambúrguer”) Maracás: Henrique Falcão Gan e agogô: Henrique Falcão e Alexandre L’Omi L’Odò Palmas e efeitos: Henrique Falcão e Alexandre L’Omi L’Odò
Produção musical: Alexandre L’Omi L’Odo e Henrique Falcão Coprodução musical: Cássio Sales Produção Fonográfica: Alexandre L’Omi L’Odò Gravação: Cássio Sales Fotografia de capa: Monique Silva Design de capa: Giovanna Simões Registros fotográficos: Giovanna Simões, Monique Silva, Feane Monteiro. Motorista: Tiago Augusto da Silva, Bozó Bacamarte. Cozinheira: Valesca da Silva Realização e Produção: Casa das Matas do Reis Malunguinhos e O Criatório – Residência Criativa. Assistente de Produção: Diviol Lyra Gravado n’O Criatório – Residência Criativa em sessão ao vivo durante os dias 30, 31 de Janeiro, e 1 de fevereiro de 2025. Gravações adicionais em 12 e 13 de Abril de 2025.
Agradecimentos: Flávio Tavares e toda a comunidade religiosa da CMRM.

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