BLACK ALIEN – Carta para Amy
From the album Abaixo de Zero: Hello Hell (2019)
Lá vai o maltrapilho bem-vestido, mulambo perfumado Faz mais um furo no cinto, faz mais sentido Fluindo no instinto, magro e drogado
Listen to the lesson, lição sem vinho tinto, mil grau Sessenta e blau o grau alcoólico do Absinto Cheiro de flamboyant no recinto e tal
Também tem cheiro de inveja Boiando no assunto que nem vitória régia E o que rege a, planejo, Deus ri, mas admira a minha estratégia Até que o significado da palavra se dilui Ainda sou o Gustavo, filho de Dona Gizelda e Seu Rui
Boa ideia pra deleite da platéia Vai que vai, eu fui que fui Pego as nuvens nas mãos e torço a chuva delas Segura de baixo meu bem, é o esculacho, preparem suas umbrellas
Vencer a mim mesmo é a questão, questão que não me vence Minha cabeça falante fala pra caralho E aí my talking head stop makin’ sense
Eu vim de onde tudo é imediato, tô descalço e no sapato Quando legalizarem a planta, qual vai ser o seu assunto? Cara chato Habito as fronteiras da travessia do espelho, point of no return No confinamento as paredes são minhas páginas de cimento Babylon burn
Jurei por Deus que ia acertar as contas E aí lembrei que é Deus quem acerta as contas Ele acerta no início, no meio, e no fim das contas Quem somos nós nesse mundo complicado? Danger zone, sou só mais um Sente o som e o peso da pata do pirata sem garrafa de rum
Mostre-me um homem são e eu o curarei You’re runnin and you’re runnin’ and you’re runnin’ away Não posso correr de mim mesmo eu sei Nunca mais é tempo demais Baby, o tempo é rei
Em febre constante e o dom da cura Nem mais um instante sem o som e a fúria Não posso correr de mim mesmo eu sei Nunca mais é tempo demais Baby, o tempo é rei
Se um dia a coragem foi líquida, agora ela é sólida, irmão Tenho não só que lidar com a vida Lido com ela sem pó e sem dó então Sozinho eu tô em má companhia, tá ligado Nem durmo mais tanto
Linha por linha, de café e águinha Sempre hidratado pro próximo pranto O sol nasce e eu trabalho, eu trabalho e o sol se põe Vagabundo acha que é fácil, não trabalha e só supõe
Que se eu não mudar, nada muda Vários furos de brasa na bermuda, insone O ano voa, cochilo em maio Sonho com o ensaio e já tem o panetone
Juventude sônica, 1% de chance, 99 de fé Minha trajetória é orgânica que nem o meu café Às cinco em ponto encontro vocês Tenho um aneurisma marcado pras seis, pontual
Viciado em caos, amanhã tudo outra vez, Ritual de Lo Habitual E o que eu quero e o que eu preciso Nem se reconhecem quando se encontram na rua Faço o que é preciso, você me conhece Meu canto te encontra na rua Lá onde Kurt é rei, Rakim é deus, Nina Simone manda Extrapunk é lei, então toca o play do Black Flag na varanda
Mostre-me um homem são e eu o curarei You’re runnin’ and you’re runnin’ and you’re runnin’ away Não posso correr de mim mesmo eu sei Nunca mais é tempo demais Baby, o tempo é rei
Em febre constante e o dom da cura Nem mais um instante sem o som e a fúria Não posso correr de mim mesmo eu sei Nunca mais é tempo demais Baby, o tempo é rei
Mostre-me um homem são e eu o curarei You’re runnin’ and you’re runnin’ and you’re runnin’ away Não posso correr de mim mesmo eu sei Nunca mais é tempo demais Baby, o tempo é rei
Em febre constante e o dom da cura Nem mais um instante sem o som e a fúria Não posso correr de mim mesmo eu sei Nunca mais é tempo demais Baby, o tempo é rei

.png)




Comments